terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Do Tempo XV - Da Hora das Decisões


Com o fim deste Ano aproxima-se a hora das decisões que ditarão o curso que a minha vida vai tomar. A Defesa da minha Tese está marcada para a semana que vem e sei que, mal saia do anfiteatro e saiba a decisão do júri  o meu tempo de preparação estará na recta final e eu terei de tomar uma decisão sobre o rumo que desejo para a minha vida, tanto pessoal como profissional pois, dependendo do percurso que decida seguir, uma irá afectar a outra.
Tenho pensado muito no que fazer a seguir, tenho-me preparado mentalmente para qualquer cenário que venha a acontecer mas é sempre muito difícil pois não consigo ver muito para além do "marco"..  Como se o meu futuro estivesse escondido por detrás de uma neblina que só irá levantar quando eu fizer uma escolha..

Como falei em outro texto - O Final de um Ciclo - o que torna a escolha ainda mais difícil é o facto de muito pouco me prender e forçar a uma escolha, ou a uma determinada direcção. Às vezes pensamos que não namorar, que não ter família nossa, que vai facilitar as escolhas na hora das decisões mas, no meu caso, eu sinto exactamente o contrário. O facto de não namorar, nem ter uma família minha (Pai, Mãe não conta neste caso pois, apesar de custar, sei que me apoiarão na decisão que tomar), me dificulta a escolha de um caminho pois eu não consigo ver o que poderei perder, ou ganhar, a nível pessoal e afectivo, com determinada decisão profissional que venha a tomar.

O mundo ajuda pouco nestas coisas do pessoal e afectivo.. O que dizem é para escolher sempre o profissional pois o que se quer é dinheiro e mais dinheiro, com a desculpa de que a vida não está fácil. Eu sei que a vida é bem difícil e é por isso mesmo que eu sei que apenas vivendo para o profissional eu não criarei o suporto pessoal e emocional para viver em um estado de felicidade. Pois é isso mesmo que eu desejo - felicidade - e isso nunca se irá conseguir quando se menospreza o lado pessoal e afectivo apenas por um emprego. O mundo ensina que a minha situação é, de certa forma, privilegiada pois nada me prende além da família e que, como sou ainda jovem, é fácil escolher e sair pelo mundo. Não consigo ver essa relativa facilidade que falam. Não por ser um jovem "caseiro" mas porque simplesmente não sei o que me espera. 
Eu não sei se o facto de escolher ir investigar para fora do pais me irá ajudar a casar e formar uma família  mas a nível profissional seria, muito provavelmente, algo excelente. 
Eu não sei se escolher ficar cá e "trabalhar no que aparecer" poderá facilitar um crescimento pessoal (pois isso acontece mais facilmente quando estamos em um local onde já conhecemos e somos conhecidos) mas, a nível profissional, poderá não ser algo muito bom e que promova uma carreira de relativo sucesso.

Muitas questões por responder e muitos "prós" e "contras" para ponderar em cada caminho para qual eu olhe. Nada nos prepara para estes momentos e eu sinto-me realmente mal preparado para a tomada de uma decisão que ditará o meu futuro. Não por falta de conhecimento, não por falta de coragem em dar o passo mas porque simplesmente é algo tão complexo e que pode mudar tanta coisa que eu simplesmente não consigo ver através da neblina e saber qual dos caminhos levará a uma vida feliz.


2 comentários:

  1. :/ bem sei o que dizes. Eu decidi deixar as coisas acontecerem. Claro que tentei aqui e lá fora, por enquanto estou aqui, amanhã se me aparecer oportunidade lá fora vou atirar-me de cabeça como tenho feito até aqui. Gosto de ter controlo no que consigo, o que não consigo deixo que as coisas aconteçam. :) E de facto, o trabalho não é tudo. Até aos 20 dediquei-me completamente a fazer tudo o que podia porque a profissão era muito importante para mim, hoje percebo que por muito importante que fosse, haviam partes que eu não percebia e hoje deixei de dar tanta importância.

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    1. Olá :), Obrigado pelo comentário!

      Eu tenho sido "impelido" a deixar as coisas fluírem, ou acontecerem, mas quando a hora se aproxima começamos a ficar mais "nervosos". No entanto tenho o vicio de ter as coisas sempre sob controlo; a ideia de algo estar fora do meu controlo deixa-me um pouco desconfortável.

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